Se tinha uma preocupação da minha mãe comigo em Cork era com comida (se tinha outra, não sei rs). Nos primeiros dias, confesso que fiquei apreensiva, mas depois de começar a explorar melhor os supermercados como o Tesco, Lidl, Dealz e o Mister Price, desenrolei. Fui aprendendo o que cada um tinha de melhor a me oferecer por um preço justo/acessível. Brebote e comida pronta são baratos, mas comida de verdade pra preparar não é. Carne é bem caro, principalmente galinha.
Eu também tinha o desafio de tentar manter o peso, afinal me livrar de quase 7 em dois meses e meio foi uma puta vitória resultante de muito esforço. Além disso, também precisei lidar com o fato de que a gente só tinha um frigobar para quatro pessoas no apartamento. Não dava pra comprar muita comida, seja de que tipo fosse.
O mais difícil de tudo foi não achar coisas semelhantes ao que tinha no Recife e ir tentando me adaptar. Por exemplo: achocolatado. Não tem Nescau. O mais próximo é o Quick e algumas marcas de chocolate quente. Eu optei pelo segundo, mais em conta. Não tinha leite em pó, então minha banana matinal foi improvisada com chocolate em pó e aveia. Tranquilo.
O suco de laranja pronto era muito bom. Juro! Todas as marcas que provei eram boas. Uma coisa esquisita era o gosto da banana em si. Mesmo inchada, como gosto, não tinha muito sabor.
No geral, eu me alimentei muito bem. Raramente comi fora, só quando viajava mesmo, ou uma vez ou outra. Confiram algumas das delícias.
Café da manhã de sempre: banana, café, suco de laranja, pão, queijo e presunto
Almoço: rosbife, arroz, feijão, cuscuz marroquino e suco
Fiquei apaixonada por esse feijão branco com molho de tomate. Junto com arroz integral, salada e peito de frango na chapa
Aqui o peito de franco foi trocado por frango empanado. Na maioria das vezes, Diet Coke
Arroz, purê, salada verde e frango empanado
Carne, feijão, arroz integral e batata-frita
Macarrão com carne de hambúrguer
Jantar leve: sopa de verdura, pão assado na torradeira, queijo light e chá de pêssego
Nesse aqui, que foi um dos meus últimos jantares por lá, o chá era de camomila
Aqui a sopa era de batata com alho poró. COmprava já pronta
Aquela janta que Tássia fez pra gente
Penne à bolonhesa pra todo mundo: eu que fiz. Ale e Tássia gostaram
Meus amigos que curtem tomar uma no Recife e os que já estiveram na Irlanda me recomendaram experimentar todas as cervejas que pudesse enquanto estivesse lá. Mesmo não curtindo cerveja, eu tentei e fiz o que a grana deixava. Afinal, um pint não é menos do que quatro euros. Tomei Coca-Cola pouquíssimas vezes nos pubs, só para alternar com água quando tomava mais cerveja do que tinha planejado...
As cervejas que experimentei variaram da Ale, Red Ale até a escura. Os rótulos seguem abaixo. Heineken lá é a mais barata, mais simples, não registrei, apesar de ter tomado. Saí tendo a Guiness como a preferida, apesar do gosto forte e adocicado.
A melhor coisa que fiz foi ter ido na Guiness Experience. Queria ter feito o mesmo com a Heineken, mas não me movimentei pra isso.
Outra coisa interessante é que é muito comum as pessoas tomarem cidra por lá. Cara, e não chega, claro, nem perto da Cidra Cereser que a gente tem por aqui para substituir o espumante nas festas de fim de ano. Eles vendem como "se fosse cerveja". Confesso que tomar cidra é um perigo... Docinha, levinha, geladinha... A melhor foi essa da garrafa... Meu amigo Agustín já tinha indicado, mas comprovei na prática algumas vezes depois.
Cidra irlandesa, muito gostosinha, mas com gosto mais forte
Hop House 13, da Guiness. Muito legal. Forte, mas leve.
Essa não curti não... É como se fosse tomar uma Skol por aqui...
Foster larger
Murphy, concorrente da Guiness. Boa, mas a Guiness é melhor.
Koppaberg, cidra fuderosa de boa! Docinha, um perigo! também tem de outros sabores, como de maçã e de maracujá. Essa é de frutas vermelhas.
É a cerveja escura fabricada em Cork. O pessoal lá é bem orgulhoso e sempre indica
Tiger, boa. Não tomei a Corona que está do lado, pra deixar claro.
Experimentei várias na Guiness Experience. A tradicional ainda é a melhor.
Essa foi a red ale que eu experimentei em Dublin. Legal, mais pesadinha, mas legal
Quando eu comentava com as pessoas mais próximas que iria para Cork, na Irlanda, que passaria oito semanas, todo mundo ficava brincando: "-Não volta mais. Vai conhecer um gringo e ficar por lá". Como se o que me movesse para esse sonho fosse a vontade de achar um amor, pra não dizer outra coisa.
Eu sempre ficava rindo porque se nada acontece - eu só me lasco - quando eu domino a língua e conheço os lugares, onde eu fico mais segura, imagine fora do país! Eu realmente estava numa vibe low profile quanto a conhecer caras na Irlanda. Nunca foi meu foco.
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Um ( ) só para contextualizar. Meu histórico recente de relacionamentos não é dos melhores. Há 8 anos meu "casamento" acabou. Fui traída e não aguentava mais ser tolhida, etc. Looonga história. Algumas pessoas conhecem. Passei quatro anos solteira e resolvendo todas as pendências e pontas soltas, meio como naquele filme "Alta fidelidade". Reencontrei o amor num antigo amigo/professor. Foi um relacionamento massa até que o relacionamento passou a não ser prioridade na vida dele. Eu cai fora mesmo ainda gostando muito. Acho que vou ter esse carinho e esse sonho de relacionamento perfeito e idealizado sempre com ele. Depois disso, foi só bola fora, contando com o fato de minha mãe duvidar de minha opção sexual, dizendo que eu nunca dava certo com ninguém - eu sempre terminei os relacionamentos quando eles não estavam mais bons o suficiente - e me cobrar um neto ano passado. Sim, a minha tolerância é pequena, mas eu vou até o meu limite sempre. E ele começa quando eu estou me anulando em favor da relação.
Bem, envolvi-me com dois amigos, caras que já conhecia há anos, que tinha rolado um sentimento, mas que nada tinha acontecido até 2015 e 2016. Apaixonei-me por um deles de doer, como há muito tempo não acontecia. Difícil foi me recuperar. No outro caso foi um baque mais leve porque saquei logo de início o que não aconteceria. Sabe aquela coisa que é melhor manter a amizade do que perder o amigo? É pura verdade. Pelo menos foi nessas circunstâncias.
Depois de mais de um ano no 0x0, foco mesmo no trabalho e no intercâmbio, aconteceu uma inesperada e não planejada paixão linda, correspondida de certa forma, mas impossível de acontecer. Minha "alma gêmea", provavelmente, se é que isso existe, mas impossível de se concretizar. Depois disso, em maio conheci um cara que de tão diferente de mim me chamou atenção. Ajudou no meu propósito de emagrecer, de ficar bem comigo mesma antes da viagem. Mas foi só isso. Agindo tipicamente como quem não está (mais) interessado, foi se afastando, focando em si mesmo. De atencioso extremo - o que me chamou a atenção - a ausente. Então eu viajei de coração fechado, claro. Fecha ( ).
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Em Cork a maioria dos caras é lindo. Mas eu realmente não estava com esse foco e é lenda que eles chegam matando em cima de quem é diferente, ou seja, das brasileiras, que são maioria. Todo mundo muito mais novo. Eu sempre estava em grupo porque precisava me comunicar. Já tinha feito algumas amizades e me diverti muito assim. Mesmo não aparentando os meus 38 - todo mundo me dava de 23 a 28 -, não estava com essa disposição. Mas é fato que você vai num pub e não sabe para onde olhar. O Deep South é um lugar maravilhoso pra limpar a vista. Mas não foi lá que eu fui apresentada ao irlandês. Foi no Crane Lane. No primeiro dia em que saí em Cork, uma sexta-feira, festa latina e tal. Amigo de um amigo de uma amiga, chegou em mim como diziam que os irlandeses faziam (ele foi o único).
Depois que foi apresentado, perguntou de onde eu vinha, porque tinha escolhido Cork, o que eu fazia, já colocou a mão na minha cintura e pediu meu telefone. Um cara com 28 anos apenas, mas que mostrou ter a atitude que eu sempre espero de alguém que se aproxima com interesse. Foi legal e diferente. Chamou pra dançar, pediu beijo na bochecha e depois um beijo de verdade. Como eu disse, eu não estava lá com esse foco, então tudo seria lucro. Eu falei que o irish era ruivo e tinha olhos verdes azulados? Bom, ele tinha. Era o típico irlandês...
Ele foi embora cedo com o amigo e eu fui pra casa. Esperei ligação e nada... Já estava claro que não rolaria. Quando um cara quer, ele procura. Como eu achava que poderia ser uma oportunidade de praticar conversação com um nativo, eu mandei mensagem e sim, ele respondeu e lembrava de mim. Tentamos marcar algo por umas semanas e nada aconteceu. Eu simplesmente deixei pra lá.
Nesse ínterim, eu estreitei os laços com um amigo do meu flatmate. Coreano, 1,85m, lindo, figura de energia positiva, engraçado, inteligente e nerdão, secão por Game of Thrones... Eu fiquei meio admiradinha demais e, depois de tomar uma cerveja com ele numa aula de dança irlandesa, resolvi chamar pra ir ao cinema. Depois para tomar um café. Não deu certo. Segundo meu amigo, ele tinha saído de um relacionamento à distância meio traumático e não tava ali em Cork pra isso. Pelo menos não comigo, né? Aquela desculpa clássica e educada que se dá quando não se tem interesse. Pelo menos deixou claro, né?
Quem tirou a foto do elefante colorido com a gordinha foi o irlandês
Essa foi a praia de Inchydoney, em West Cork, que ele me levou. Linda, mas vento que só...
No fim das contas, eu só soube disso depois que, do nada, o irish fez contato. Ele sempre fazia e sumia. Mas dessa vez, ele chamou pra sair. Eu fui, claro. E ficamos novamente. Rolou química. Depois, o contato foi mais frequente, mas sempre no tempo dele. Eu cansada disso ficava sempre na minha. Afinal não queria me envolver. Ele reapareceu três dias depois, no dia em que Fiona teve o problema de saúde e foi operada. Eu não estava com cabeça pra nada, mas depois que soube que a cirurgia tinha corrido bem e ela estava estável, eu tentei relaxar e saí com ele. No dia seguinte, ele me levou pra uma praia linda em Cork. Tomamos café da manhã num pub de um hotel, conversamos sobre nossas famílias, trabalho - ele é engenheiro e trabalha na concessionária de energia de lá, tem mestrado, já tinha morado em Londres e nos EUA, sem falar que é jogador de hurling, esporte típico da Irlanda. Não curtia música, filmes e seriados como eu, mas o resto tava de bom tamanho.
Ele demonstrava tanto prazer em estar na minha companhia, como diria o Lulu Santos, que eu também passei a querer o mesmo. Criei expectativa e fudeu... Depois disso ele sumiu, pra variar. Tínhamos marcado de nos vermos alguns dias depois, mas ele disse que estava doente. E seria minha penúltima semana lá. Enfim, eu fiquei muito chateada porque não nos vimos mais.
Fui pra Paris com o coração apertado por Fiona, mas também com a sensação de que algo mais poderia ter acontecido e sem entender os motivos. Eu fiquei na minha, não falei mais nada. Eu detesto ficar no váculo. Prefiro a verdade sempre, mesmo que doa. Não foi mais bonito o outro cara dar uma explicação plausível?
Eu só sei que de Londres eu mandei uma mensagem, pois não aguentei mais. Ele finalmente respondeu se desculpando por não ter "voltado pra mim", dizendo que estava para escrever há um tempo, mas não se explicou. Disse também que definitivamente eu mantivesse contato e que tinha gostado do nosso tempo juntos. Eu sabia que tinha, por isso pra mim nada daquilo fazia sentido. Disse ainda pra eu me cuidar.
Dia desses, mandei uma mensagem dizendo que todas as vezes que ouvia a música "Galway Girl", do Ed Sheeran, lembrava dele. Como não associar? A garota de Galway que se apaixona pelo cara da Inglaterra? Poderia ser o cara de Cork que se apaixonou pela brasileira, né não? hahahaha Muita viagem... Eu fiz contato novamente puxando papo, mas nada sentimental, sabe? Pra saber como ele tava, se tinha gostado da mudança de trabalho, como estavam as partidas de hurling... Falei do furacão que poderia atingir a Irlanda e nada. Foi a última vez.
Eu, no final das contas, me envolvi realmente, mas sem planejar, com a possibilidade de viver algo real novamente. Em alguns momentos pareceu filme. Foi muito legal. Foi meio mágico... Virou mais uma história dessa minha aventura além mar.
Quando se tem pessoas importantes na sua vida você faz coisas que não faria por outro ser humano, não é? Pois minha ida até Milão tem um pouco desse tempero. Eu poderia ter ficado a semana toda em Londres, que era o grande sonho de minha vida ali na Europa, mas o amor e a saudade falaram mais alto. Eu fui pra Milão ver minha amiga Rita Milani, tão importante na minha adolescência. Acho que ela sabe disso, mas não tem noção do quanto.
Eu já cheguei perdendo o trem. Espero que ela tenha me perdoado porque não foi minha última confusão com horário e transporte público... Rolou uma confusão com a plataforma de embarque, mas peguei o trem seguinte e deu tudo certo. Mais uma daqueles quase momentos em que você tem que fazer mímica, mas rolou um "Io non parlo italiano" e me ofereceram o inglês para explicar onde ficava a plataforma correta. No trem, mais um anjo em forma de senhorinha para confirmar que eu estava na linha correta. Ela, assim como a senhorinha francesa, indicou que avisaria qual seria a minha estação. Transmissão de pensamento mais uma vez.
Só sei que avistei Ritinha (Tinha) já de longe e meus olhos não se envergonharam em soltar as primeiras lágrimas em território italiano. Foi um abraço longo, emocionado, com o pequeno Lorenzo entre nós. Fazendo as contas fazia praticamente 5 anos que não a via. A gente se falava sempre que possível, mas vê-la linda, feliz e mãe foi uma imensa alegria. Ela dirigiu ate Arese, cidade onde mora. Muito fofa e tranquila, mega arborizada. Adorei o clima.
Além de me hospedar super bem, Rita não deixou que eu comprasse nada para colaborar. Fez minha comida preferida na época da adolescência (lasanha) e preparou uma sobremesa típica italiana: o tiramisu. Também me mimou com presentes de Star Wars e ainda fez cuscuz com ovo. Não tinha como eu não me sentir quase em casa novamente. Sem falar em tentar ajudar, como possível, com o Lorenzo! Coisa linda de titia! Conseguimos conversar sobre tantas coisas... Faltaram tantas... A gente ainda tem uma vida toda pela frente. Espero que não passemos tanto tempo mais sem nos vermos.
Cuscuz com ovo
Lasanha bolonhesa de verdade!
O fabuloso tiramisu
Tinha também deu o tom do que eu deveria ver em Milão. Eu tinha feito um roteiro básico, assim como em Paris e Londres. Consegui cumprir dentro do horário e ainda voltar pra casa para trabalhar. Algumas circunstâncias me fizeram mudar o roteiro na Itália, que incluia um dia em Florença. Paciência. Na próxima eu passo mais dias em todos os lugares. Vou incluir Roma, Versalhes e, claro, o Vaticano. Preciso refazer os paços de Robert Langdon.
Voltando a Milão, o dia começou na Catedral de Milão ou Duomo, uma das igrejas mais lindas que já vi. Essa eu fiz questão de pagar para entrar e explorar até a cobertura. A energia era tão positiva que me encheu de emoção. Achei que era a hora de ajoelhar perante o altar e rezar. Agradecer que tudo que planejei deu certo, que estava com saúde, que em casa estava tudo bem apesar do susto com Fiona, entre tantas outras coisas pelas quais era grata. Rezei tudo que eu sabia, improvisei. Não sei quanto tempo durou isso, mas acalmou meu coração.
Duomo: que belo!
A nave da Catedral de Milão: fenomenal! Iluminada em todos os sentidos!
O teto do Duomo
O órgão da igreja
A vista da praça em frente ao Duomo
Vitrais nesse nível de detalhamento de cenas bíblicas
Reprodução da Madonnina, estátua da Virgem Maria, que fica sobre a cúpula do Duomo
Depois do Duomo, fui procurar o Luini, local tradicional onde tinha que comer o Panzerotto, uma espécie de pastel que é bem gostoso. Foi meu almoço! :)
Fila pra comprar o famoso Panzerotto
Luini
Almoço na frente do Duomo de Milão
Na sequência, andei alguns metros para conhecer a Galleria Vittorio Emanuele II. Linda, cheia de restaurantes e lojas chiquérrimas. Mas o que eu perdi tempo mesmo foi no Museu de Leonardo da Vinci. Já que eu não ia para Florença... Infelizmente não pude registrar nada, mas sai de lá mais fã ainda desse italiano que, além de ser pintor, engenheiro, inventor, também era engenheiro de armas...
Fachada da Galleria Vittorio Emanuele II
Área interna da galeria. Do piso ao teto é pura perfeição
Lojinhas baratinhas... Prada e....
... Versace!
De lá, andei pelas principais ruas de Milão até chegar ao Castelo Sforzesco. A estrutura é linda, mas achei as exposições fracas. Vi a Pietá, do Michelangelo. Mas a parte que tinha mais coisas do Da Vinci estava aparentemente em reforma. Eu tinha pouco tempo a perder, então não vi a exposição de instrumentos musicais. Fui direto para o Parque Sempione, que realmente era meio esquisito como Rita tinha indicado, e finalizei no Arco della Pace (Arco da Paz).
Fonte em frente ao Castelo Sforzesco
O castelo... Lindo!
Clica pra ver a panorâmica interna. O Castelo Sforzesco é enorme!
A Pietá, de Michelângelo
Parque Sempione 1
Parque Sempione 2
Arco della Pace (Arco da Paz)
Voltei andando quase tudo denovo até chegar na estação do Duomo. Tomei um sorvete de iogurte com chocolate 70% e voltei pra casa pra trabalhar.
Os outros dias foram divididos entre curtir Rita, Lorenzo e o trabalho e a preparação para o retorno para casa. A despedida da minha amiga não foi fácil. Nenhuma foi fácil até agora.